sábado, 27 de abril de 2013

Respiro Literário







            
              Apresento aos amigos leitores um romance que me conquistou primeiramente pelo título e na sequência a capa e no meu namoro pela capa uma frase na contracapa me intrigou profundamente “Quando a morte conta uma história, você deve parar e ler.” Entretanto, não passou pela minha cabeça que realmente, quem iria narrar à história, seria a Morte (narradora).  Voltando ao livro “a menina que roubava livros”, vou lendo a capa, isto é, enquanto faço a minha leitura multissemiótica, vou conjecturando sobre as possíveis tramas da história, por que será que a menina roubava livros, era apaixonada por leituras, não podia comprá-los, ou era proibido lê-los?  Às vezes, procuro conhecer um pouco da autoria no final, foi o que fiz nesta leitura.

            Descobri durante a leitura que o narrador era a morte, confirmando assim o meu estranhamento da frase intrigante na contracapa. Não pense “perdeu a graça” já sei quem é o narrador, pois está enganado, o romance tem muito mais a revelar.

            Liesel Meminger a protagonista da história se encontra com a Morte ter vezes de 1939 a 1943, mas saiu viva das três, a Morte ficou dão impressionada que resolveu contar a história dessa menina, esta narradora tem uma forma toda especial de interpretar as lembranças de Liesel, gravadas em seu diário – na verdade um livro,  o contexto é o da 2ª Guerra Mundial numa cidadezinha alemã, onde foi morar com uma família que a adotou, porque sua mãe era comunista perseguida pelo nazismo, perde também o seu irmãozinho num trem em que viajavam para irem viver com a família.

Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como o pai adotivo, o amigo judeu, o Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, a mulher do prefeito, sua melhor amiga  que ela demorou a perceber, pois era  uma amizade invisível. Leiam o livro para entender o motivo.

            Enfim, é um romance cuja linguagem poética emociona o leitor sem sentimentalismo, mas o intriga e o sensibiliza para o belo, a tristeza, a alegria e o feio como a atrocidade da guerra. É saber sobre a grande guerra mundial do olhar de uma criança e do próprio povo alemão.

             No final do romance, a narradora se despede da personagem protagonista e do leitor como uma última nota:

“Os seres humanos me assombram.”

 E os livros?! Ah! Os livros! Falaremos deste e tantos outros numa roda de leitura, aguardo vocês.

Um pouquinho do autor:

Markus Zusak é um escritor australiano de 32 anos mora atualmente em Sydney, na Austrália. Com certeza ele consagra sua carreira com "A Menina que Roubava Livros", um romance inusitado, poético, arrebatador. Impossível parar de ler, ainda mais difícil, esquecê-lo.

Autoria: Profª Graciana Cunha - PCNP de Língua Portuguesa 

 




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